O termo “pais de santo picaretas” refere-se a um charlatão criminoso e estelionatário que fingem ser líderes religiosos de Umbanda ou Candomblé para aplicar golpes financeiros. Eles se aproveitam de momentos de dor, fragilidade emocional ou problemas amorosos das vítimas para extorquir quantias altas de dinheiro.

A prisão do “Pai Hugo de Oxalá”: Em outubro de 2025, um homem que se passava por pai de santo foi preso em São Paulo em uma operação da Polícia Civil. Ele liderava uma quadrilha que usava as redes sociais para atrair vítimas e prometia falsas “amarrações amorosas”. Uma advogada chegou a perder quase R$ 200 mil em mais de 30 transferências bancárias.
Extorsão: Falsos sacerdotes costumam ser condenados na Justiça por crimes como estelionato e extorsão, após exigirem somas absurdas de dinheiro sob ameaças espirituais ou psicológicas.
Atração Inicial: O golpista cria perfis falsos nas redes sociais ou sites com promessas fáceis de resolver problemas amorosos, financeiros ou de saúde. A consulta começa barata (como R$ 300), mas logo o golpista inventa que o trabalho precisa de novos materiais caros (animais, bebidas, rituais especiais) ou que há espíritos ruins atrapalhando.
Terror Psicológico: Quando a vítima tenta parar de pagar, o falso sacerdote faz ameaças, dizendo que a pessoa ou sua família sofrerão pragas ou o retorno de energias negativas. Desconfie de cobranças excessivas: Terreiros sérios de matriz africana prestam atendimento espiritual com transparência e ética, sem exigir fortunas por trabalhos. Denuncie à polícia: Se você ou alguém que você conhece caiu em um golpe financeiro com falsos líderes religiosos, registre um Boletim de Ocorrência na delegacia mais próxima ou pela delegacia virtual.